28 / 02 / 2024
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Nordeste entra nos planos da Petrobras na geração de energia eólica offshore

Companhia entrou com pedido de licenciamento ambiental de 23 GW e estuda outros 14 GW em parceria com a Equinor

O presidente da Petrobras Jean Paul Prates, anunciou ontem durante o evento Brazil Windpower, que a empresa tem anuncia plano de instalar 30 GW de energia eólica offshore no Brasil. A empresa já entrou no Ibama com pedido de licenciamento ambiental de 23 GW de projetos eólicos offshore. Atualmente o Ibama, uma das entidades no processo de liberação, faz a análise ambiental dos projetos como um todo, tem 189 GW de empreendimentos em avaliação. Ao dar entrada com os empreendimentos no órgão ambiental, a Petrobras ultrapassa a Shizen, que hoje tem 17,4 GW de empreendimentos em licenciamento.

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Segundo Prates, a Petrobras deve se tornar uma das maiores empresas globais integradas de energia, e que os investimentos em energia eólica fazem parte do plano de governo federal em direção à transição energética.

“Estamos preparando a empresa para se tornar a maior desenvolvedora de projetos de energia eólica do Brasil. Somos a empresa que mais detém conhecimento do ambiente offshore brasileiro e temos tradição em operações marítimas que podem trazer sinergias relevantes aos projetos de eólica offshore.”

No plano da multinacional brasileira, sete áreas estão na região Nordeste (três no Rio Grande do Norte, três no Ceará e uma no Maranhão); duas no Sudeste (uma no Rio de Janeiro e uma no Espírito Santo) e uma no Sul do país (no Rio Grande do Sul), completam as áreas de interesse da companhia, que juntas somam 23 gigawatts de capacidade total de geração de energia elétrica.

Parceria entre Petrobras e a norueguesa Equinor

A empresa declarou seu plano de alcançar um total de 30 GW em capacidade de energia eólica. Isso engloba metade dos 14,5 GW de capacidade de energia eólica offshore, uma colaboração anunciada em parceria com a Equinor no início deste ano.

O acordo firmado com a empresa petrolífera norueguesa envolve a avaliação da viabilidade de parques eólicos em Mangará (localizado na costa do Piauí); Ibitucatu (ao longo da costa do Ceará); Colibri (na fronteira litorânea entre o Rio Grande do Norte e o Ceará), bem como Atobá e Ibituassu (ambos situados na costa do Rio Grande do Sul). O prazo de vigência desta parceria se estende até 2028.

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QUAL O POTENCIAL DO NORDESTE NA GERAÇÃO DE ENERGIA EÓLICA OFFSHORE ?

O Nordeste do Brasil possui um enorme potencial para a geração de energia eólica offshore, ou seja, a produção de energia a partir de turbinas eólicas instaladas no mar. Essa região é conhecida por sua extensa linha costeira e condições climáticas favoráveis, o que a torna um local estratégico para o desenvolvimento dessa fonte de energia renovável.

Aqui estão alguns dos principais pontos que evidenciam o potencial do Nordeste na geração de energia eólica offshore:

 

Vento Favorável: O litoral do Nordeste é caracterizado por ventos consistentes e fortes, especialmente em áreas próximas ao oceano Atlântico. Essas condições climáticas são ideais para a produção de energia eólica.

 

Extensa Linha Costeira: O Nordeste possui uma das maiores extensões de costa do Brasil, o que proporciona uma ampla área de potencial instalação de parques eólicos offshore.

 

Profundidade do Mar Adequada: Em muitas partes do litoral nordestino, a profundidade do mar é adequada para a instalação de turbinas eólicas offshore. Isso permite a implantação de parques em áreas relativamente próximas à costa.

 

Redução de Impacto Ambiental: Comparado com parques eólicos terrestres, os parques offshore tendem a ter um impacto ambiental menor, uma vez que não ocupam terras utilizadas para agricultura ou outras atividades.

 

Potencial de Geração Estável: O vento no mar é mais constante e previsível do que em terra, o que pode resultar em uma produção de energia mais estável ao longo do ano.

 

 

Contribuição para a Diversificação Energética:

A expansão da geração de energia eólica offshore no Nordeste contribuiria significativamente para a diversificação da matriz energética brasileira, reduzindo a dependência de fontes de energia mais poluentes.

 

Estímulo à Economia Local: O desenvolvimento de parques eólicos offshore traz consigo a criação de empregos locais, além do potencial para o desenvolvimento de uma cadeia produtiva voltada para a indústria de energia eólica.

 

 

No entanto, é importante destacar que o desenvolvimento de projetos de energia eólica offshore envolve desafios técnicos, logísticos e regulatórios que precisam ser superados. Além disso, é essencial que sejam realizados estudos de impacto ambiental e consultas à comunidade local para garantir que os projetos sejam implementados de forma sustentável e com o mínimo impacto possível.

 

REDAÇÃO

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