19 / 06 / 2024

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Como o Nordeste se prepara para enfrentar o El Niño 2023

O fenômeno climático El Niño, que provoca o aquecimento da superfície do Oceano Pacífico e altera os padrões de chuva em todo o mundo, está de volta. Desde junho de 2023, as condições observadas de temperatura do mar mostram um padrão típico do El Niño, que pode trazer impactos negativos para algumas regiões do Brasil, especialmente o Norte e o Nordeste.

Para monitorar, prever e mitigar os possíveis efeitos do El Niño sobre os recursos hídricos do país, diversos órgãos nacionais e oficiais se uniram para elaborar e divulgar um boletim mensal com informações atualizadas sobre o fenômeno. Além disso, foi criada uma “Sala de Crise da Região Nordeste”, que reúne representantes dos estados afetados pelo El Niño para compartilhar dados, discutir medidas e ações necessárias e articular soluções conjuntas.

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Gestores do Ceará apresentando ações durante encontro da Sala de Crise da Região Nordeste.

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático que ocorre quando há um aquecimento anormal da superfície do Oceano Pacífico Equatorial, que influencia a circulação atmosférica em escala global. O El Niño costuma ocorrer a cada dois a sete anos, com duração de seis a 18 meses, e pode variar em intensidade, de fraco a forte.

O nome El Niño significa “o menino” em espanhol, e foi dado pelos pescadores do Peru, que observaram que as águas do Pacífico ficavam mais quentes perto do Natal, afetando a pesca. O termo faz referência ao menino Jesus, que nasceu no dia 25 de dezembro.

O El Niño faz parte de um sistema climático chamado Oscilação Sul (ENSO), que envolve também a sua fase oposta, chamada La Niña, que é caracterizada pelo resfriamento da superfície do Pacífico. O ENSO alterna entre as fases quente (El Niño), fria (La Niña) e neutra, de acordo com as variações de temperatura e pressão atmosférica no Pacífico.

O El Niño pode trazer mais chuvas para os estados do Sul e mais calor para os do Nordeste.

Quais são os impactos do El Niño no Brasil?

O El Niño afeta os padrões de chuva e temperatura em todo o mundo, mas os seus impactos variam de acordo com a região e a época do ano. No Brasil, o fenômeno costuma provocar chuvas abaixo da média nas regiões Norte e Nordeste, especialmente no semiárido, aumentando o risco de seca e escassez de água. Por outro lado, o El Niño tende a causar chuvas acima da média na região Sul, podendo ocasionar enchentes, deslizamentos e alagamentos.

Além disso, o El Niño pode influenciar na temperatura do país, provocando um aumento na região Sudeste e uma diminuição na região Sul. O fenômeno também pode afetar a agricultura, a pecuária, a energia elétrica, a saúde pública e a biodiversidade.

Como o Brasil se prepara para enfrentar o El Niño em 2023?

  • Quatro órgãos nacionais e oficiais se unem para elaborar e divulgar um boletim mensal sobre o El Niño e seus possíveis impactos no Brasil em 2023.
  • O boletim apresenta o monitoramento das condições de temperatura do mar no Pacífico Equatorial, as previsões climáticas para os próximos meses, a situação dos recursos hídricos nas principais bacias hidrográficas do país e os impactos observados e esperados do El Niño nas diferentes regiões do Brasil.
  • O objetivo do boletim é disponibilizar informações acerca do fenômeno e apoiar os órgãos federais e estaduais na tomada de decisões governamentais referentes ao país.
  • A ANA iniciou a preparação de um Plano de Contingência para Enfrentamento dos Impactos Esperados do Fenômeno El Niño sobre os Recursos Hídricos do Brasil, com a ajuda de órgãos de recurso hídricos de todo o país.
  • O plano visa definir as ações prioritárias para prevenir e minimizar os efeitos negativos do El Niño sobre a disponibilidade e a qualidade da água, bem como garantir o abastecimento humano e animal, a segurança hídrica e a sustentabilidade dos usos múltiplos da água.
  • Foi criada uma “Sala de Crise da Região Nordeste”, que reúne representantes dos estados mais afetados pelo El Niño para compartilhar dados, discutir medidas e ações necessárias e articular soluções conjuntas.
  • A sala de crise é um ambiente de articulação entre as diversas instituições envolvidas na gestão de recursos hídricos na região Nordeste durante o período de atividade do fenômeno climático.
  • O objetivo da sala de crise é compartilhar a melhor informação técnica disponível sobre a evolução do El Niño, previsões climáticas, situação dos recursos hídricos e impactos observados, assim como discutir e encaminhar as medidas e ações necessárias para mitigar seus efeitos.

O vídeo abaixo mostra um pouco mais sobre o que é e os impactos do El Niño no Brasil.

 

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